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BNDES dá R$ 4 bi a Abilio por Carrefour

Pão de Açúcar pode ser acionista de rede francesa com ajuda estatal e do BTG em negócio contestado por sócio Casino

Operação cria “gigante nacional”, mas Casino acusa Abilio de ignorar contrato; concentração pode afetar preços

TONI SCIARRETTA
CLAUDIA ROLLI

Contra a vontade do sócio francês Casino, o empresário Abilio Diniz se associou ao banco BTG Pactual e ao BNDES para comprar as operações do Carrefour no Brasil, formando um gigante sem concorrente à altura e com 32% do varejo supermercadista brasileiro.
Para viabilizar o negócio, o banco BTG Pactual, de André Esteves, propôs uma complexa engenharia financeira que colocará os brasileiros na posição de maiores acionistas do Carrefour no mundo.
No Brasil, Pão de Açúcar e Carrefour passarão a ter 2.386 pontos de venda em 178 municípios, com receita anual de R$ 65 bilhões. Isso se a operação for aprovada.
Já a nova empresa terá 11,7% do Carrefour mundial.
Há temor de que o poder da nova rede se reflita nos preços aos consumidores, reduza o poder de barganha de fornecedores e motive a demissão de funcionários.

CAMPEÃO NACIONAL
O dinheiro para viabilizar o negócio -que será questionado no Brasil e no mundo pela defesa da concorrência- virá do BNDESPar, braço de investimento do banco.
Com o argumento de criar um “campeão nacional”, o BNDES já se comprometeu a aportar R$ 3,91 bilhões -85% do necessário-, tornando-se sócio da empreitada, com 18% da empresa que nasce. A empresa já é chamada no governo de “AmBev do varejo”, em alusão à cervejaria brasileira que dominou o mercado global de bebida.
Os R$ 690 milhões restantes (15% do total) virão de um fundo do BTG Pactual, que ainda emprestará R$ 1,15 bilhão à nova empresa.
Segundo o Pactual, a fusão trará ganho de R$ 1,6 bilhão por ano com sinergias (economia de custo).
Em algumas áreas, como São Paulo e Rio, haverá uma sobreposição de 5% a 8% de algumas lojas, que poderão ser vendidas ou fechadas.
A notícia foi bem recebida pelo mercado. As ações PN (sem voto) do Pão de Açúcar subiram ontem 12,6%, com a expectativa de alta no lucro.

VETO FRANCÊS
O negócio obriga os franceses do Casino, o maior acionista do Pão de Açúcar, a perder o comando no Brasil (comprado há cinco anos de Abilio) e ainda a virar sócio do Carrefour no mundo.
Se concretizado de fato, o Casino chegará, indiretamente, a 3,5% do capital do Carrefour. Pode até se tornar o maior acionista individual do rival, caso o fundo Blue Capital, que tem 11%, saia.
O Casino pagou para assumir o controle do Pão de Açúcar a partir de julho de 2012. Sozinho, pode vetar a união com o Carrefour.
O grupo francês diz que a proposta de fusão é ilegal, ocorreu sem sua participação e que recorrerá para inviabilizá-la. Quando soube que Abilio procurara o Carrefour, levou o caso a câmara de arbitragem internacional.
A operação passou longe dos executivos que tocam o dia a dia das empresas. Foi acertada por acionistas. No caso do Carrefour, pelos gestores Blue Capital e Colony e por Bernard Arnault (controlador da Louis Vuitton), que pressionam para recuperar o capital investido.
Na semana passada, o Carrefour aprovou a cisão da marca Dia, bandeira popular, que deverá ser vendida.
Para o Carrefour, a união com o Pão de Açúcar resolve dois problemas graves.
Primeiro, acerta o foco da operação no Brasil, reduzindo a exposição no segmento de grandes hipermercados, modelo que perde apelo nas grandes cidades. Depois, abre caminho para a saída de investidores do Carrefour.

 

BNDES será sócio de gigante varejista

Mas banco condiciona aprovação da proposta de fusão a acerto entre Abilio Diniz e seus sócios da rede Casino

Controlador do Pão de Açúcar obteve aval do banco e do Planalto; política é fortalecer grupos nacionais

VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA

LEILA COIMBRA
DO RIO

O governo Dilma Rousseff não só deu aval para montagem da proposta de fusão entre o Grupo Pão de Açúcar e a rede francesa Carrefour como prometeu que o BNDES será sócio do negócio caso ele seja aprovado.
O empresário Abilio Diniz, um dos controladores do Pão de Açúcar, procurou o governo para tratar do assunto. Falou primeiro com o BNDES e depois com o Planalto.
Nas conversas, Diniz quis saber se teria apoio oficial, inclusive com participação do BNDES, caso conseguisse montar uma proposta de fusão que garantisse o controle nacional do Pão de Açúcar.
A resposta tanto do banco como do Planalto foi positiva, dentro da política do governo Dilma de fortalecer empresas nacionais.
De posse do aval do governo, Diniz buscou montar sua proposta de fusão com o Carrefour, concorrente na França da rede Casino.
Antes de oficializar o acolhimento da proposta, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, informou e recebeu o sinal verde de Dilma.
O BNDES condicionou a aprovação da proposta de fusão a um acerto entre Diniz e seus sócios da rede Casino.
A política de apoio a grandes grupos nacionais começou no governo Lula, quando o BNDES também bancou operações semelhantes, como a compra da Brasil Telecom pela Oi para formar uma grande empresa nacional de telecomunicações.
Ontem, o banco informou oficialmente que “enquadrou para análise operação no valor equivalente de até 2 bilhões (R$ 4,5 bilhões), relativa ao projeto de internacionalização do Grupo Pão de Açúcar”. A estrutura inicial conta com R$ 3,91 bilhões do BNDES.
Na nota, o banco destaca que a aprovação dependerá de análise da diretoria do banco e será submetida à aprovação das demais companhias envolvidas.
Caso seja aprovado, o aporte será feito por participação societária, por meio da BNDESPar, na empresa Gama, uma sociedade de propósito específico criada pelo banco BTG Pactual apenas para negociar a fusão entre as redes varejistas.
Dentre as opções analisadas estão a compra de ações ordinárias da Gama ou mesmo a subscrição de debêntures conversíveis em ações que viriam a ser emitidas no mercado pelas empresas.
Assessores da presidente Dilma disseram à Folha que o governo prefere que o controle do grupo varejista permaneça nas mãos de brasileiros. A rede brasileira pode passar a ser controlada pelo Grupo Casino, também francês, sócio de Diniz e com direito de assumir o comando do negócio no próximo ano.
Além disso, os assessores de Dilma consideram que a proposta tem a vantagem de abrir espaço para produtos brasileiros no exterior.

 

Operação está entre as três maiores já feitas pelo banco

DO RIO

A entrada do BNDES na proposta do Pão de Açúcar para comprar o Carrefour está entre as três maiores operações de participação já feitas pelo banco, ao lado de JBS Friboi e Oi-BrT.
No processo de fusão que criou o frigorífico JBS Friboi, o volume liberado pelo banco para o grupo já chega a R$ 7,5 bilhões, mas o pacote também inclui a liberação de financiamento, o que ainda não está previsto no casamento Pão de Açúcar-Carrefour. A instituição tem participação de 22,36% na JBS.
Para a fusão Oi-BrT, que originou a maior empresa de telefonia do país (depois superada por Telefônica-Vivo), os recursos somam R$ 6,9 bilhões entre participação e empréstimos.
Se concretizada, a criação do Novo Pão de Açúcar será mais um passo do banco na sua estratégia de criação de “campeãs nacionais”.
A participação direta da instituição na formação de grandes grupos empresariais brasileiros é a característica mais marcante da gestão de seu atual presidente, Luciano Coutinho, que ocupa o cargo desde abril de 2007.

ALIMENTOS
O apoio à política de internacionalização das empresas nacionais, argumento utilizado para a participação na fusão Pão de Açúcar/Carrefour, já vinha ocorrendo na área de alimentos, em que o movimento de consolidação é mais vigoroso.
O JBS Friboi recebeu em várias ocasiões recursos do banco, já que houve processo de aquisição de terceiros (Bertin, Marfrig, Pilgrim’s e Swift são parte da gigante).
Ainda no segmento alimentício, o BNDES adquiriu R$ 750 milhões em ações ordinárias da Brasil Foods, oriunda da fusão entre a Sadia e a Perdigão.
O BNDES liberou também R$ 2,4 bilhões para que o grupo Votorantim incorporasse a Aracruz, formando a Fibria, na área de celulose.
(LEILA COIMBRA)

 

Crise do modelo de hipermercado afeta Carrefour

DE SÃO PAULO

Maior varejista europeu, o gigante francês Carrefour perde clientes no Brasil e no mundo com o esgotamento de seu modelo de vender alimentos, produtos de consumo e eletrodomésticos em grandes hipermercados.
Com a correria da vida nas cidades, os consumidores têm preferido fazer compras em lojas menores, situadas em bairros.
Segundo especialistas em varejo, os hipermercados gigantes só têm hoje apelo comercial duradouro na Ásia. Por esse motivo, o Walmart e mesmo o brasileiro Extra, bandeira de hipermercados do Pão de Açúcar, têm optado por abrir lojas menores.
Controlado por investidores financeiros, o Carrefour vive uma disputa societária interna que também não contribui para se adaptar aos novos tempos.
Os principais acionistas -fundos Blue Capital (11%), Colony (2%) e Bernard Arnault, que comanda a Louis Vuitton Moët Hennessy- pressionam para vender unidades e recuperar o investimento.
Na semana passada, os acionistas aprovaram a cisão da marca Dia, popular, para facilitar sua venda.
No Brasil, o Carrefour teve rombo contábil de € 500 milhões (R$ 1,1 bilhão), o que colocou a unidade sob intervenção.

 

Fusão preocupa fornecedores e sindicatos

Com novo “gigante” do varejo, que teria cerca de 32% do mercado, indústria teme perder espaço em negociação

Comerciários querem discutir acordo para manter empregos, principalmente em áreas administrativas

DE SÃO PAULO

A possível aquisição da rede de supermercados Carrefour pelo grupo Pão de Açúcar preocupa fabricantes de eletroeletrônicos, alimentos e bebidas, que temem perder força nas negociações com o “gigante” do varejo que resultaria dessa união.
O negócio também causa apreensão aos sindicatos por conta de demissões nas áreas de sobreposição de lojas.
A concentração no setor varejista mina o poder de barganha da indústria e de produtores de alimentos, segundo relataram à Folha fornecedores do setor.
Hoje, as cinco maiores redes varejistas detêm 60% do mercado, segundo Claudio Felisoni, coordenador do Provar (Programa de Administração de Varejo, da Fia-USP). “Se a fusão de Carrefour e Pão de Açúcar se concretizar, essa nova empresa terá 32% do mercado.”
Rogério Sobreira, professor de economia e finanças da FGV, concorda que o negócio pode trazer impactos negativos para fornecedores e consumidores. “O fornecedor é forçado a reduzir o preço [dos produtos], mas a empresa pode não repassar para o preço [final], aumentando sua margem de lucro.”
Quando o grau de concentração do setor aumenta, diminui a competição por preços. Por isso, segundo ressaltam os especialistas, o papel do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) é essencial.
A possível união de Carrefour e Pão de Açúcar deve estimular novas fusões e aquisições, segundo especialistas em varejo e representantes da indústria.
“O Walmart, que é o mais afetado por essa união, deve se movimentar. Lojas regionais e pontos de venda que terão de ser fechados por esse novo gigante devem ficar na mira da rede norte-americana”, diz Felisoni.

EMPREGO
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que representa funcionários das duas redes de supermercados, pediu uma reunião com a direção do Pão de Açúcar e do Carrefour para discutir os impactos da fusão no emprego.
“Como as duas empresas têm sede em São Paulo, há cargos administrativos que devem se sobrepor. Queremos a manutenção de empregos, como ocorreu na fusão de Pão de Açúcar com Casas Bahia e Ponto Frio”, diz Ricardo Patah, do sindicato.
São ao menos 2.000 funcionários do setor administrativo do Carrefour e 5.000 do Pão, segundo o sindicalista. (CLAUDIA ROLLI, TATIANA RESENDE E TONI SCIARRETTA)

 

E EU COM ISSO?

Concorrência menor reduz opção do cliente

DE SÃO PAULO

A criação de um gigante do varejo, com quase 32% do setor de supermercados no país, reduz as opções para o consumidor que busca preços competitivos, variedade de produtos e serviços.
A posição esmagadora da nova empresa resultado da união de Pão de Açúcar e Carrefour será determinante no setor para impor padrão de qualidade, atendimento ao consumidor e prestação de serviços, além de viabilizar a entrada de novos produtos no país.
 

Para Cade, há indícios de concentração

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O presidente do Cade, Fernando Furlan, diz que a possibilidade de a empresa resultante da união Pão de Açúcar-Carrefour responder por cerca de 30% do mercado varejista do país é “claro indício de que há concentração”.
“A gente começa a se preocupar.” Ele afirma que, quando a concentração ultrapassa 20%, o Cade considera que há potencial anticompetitivo.
O percentual é um sinal. Mas não será, diz ele, determinante na análise que o órgão terá que efetuar caso o negócio seja fechado.
“Será preciso um estudo pormenorizado das lojas que as marcas têm nos mercados relevantes -nos bairros das grandes cidades, nas cidades médias e nos aglomerados de pequenos municípios. O que vai contar é a distância e a concentração das lojas em cada um desses lugares.”
Furlan diz também que o Cade terá que analisar a localização e a operação dos centros de distribuição das empresas.
Se numa localidade houver contratos de exclusividade com fornecedores relevantes, estará caracterizado prejuízo à competitividade.

Se aprovada, união terá restrições, dizem especialistas

LORENNA RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Os órgãos concorrenciais brasileiros viram com preocupação a possibilidade de acordo entre Pão de Açúcar e Carrefour, apurou a Folha.
Especialistas creem que dificilmente a operação será aprovada sem restrições pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).
Mesmo antes do anúncio oficial ontem, integrantes do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência encomendaram estudos técnicos sobre o mercado de varejo brasileiro para entender o tamanho da concentração possível e se antecipar à fusão.
Segundo a Folha apurou, esses dados poderão levar o Cade a firmar um Apro (Acordo de Reversibilidade da Operação) com as empresas.
Esse tipo de acordo é geralmente feito logo após o conselho ser notificado e prevê que as operações das redes se mantenham separadas até o julgamento pelo conselho.
A análise da fusão deverá ser feita pelo Cade não com base na concentração nacional (27% do mercado de varejo e 32% em supermercados), e sim levando em conta a presença das redes em cada Estado, município, e, em grandes cidades como São Paulo e Rio, até mesmo bairros.
Se o conselho verificar que em um local só existam supermercados das duas marcas, poderá determinar a venda de uma das lojas.
“Não é só a participação de mercado pura e simples que tem que ser considerada, mas os efeitos predadores da operação. São duas marcas bastante fortes que funcionam como barreira à entrada [de concorrentes]“, afirma o ex-presidente do Cade Rui Coutinho.
Outra preocupação será a análise do efeito da fusão sobre os fornecedores, já que, juntas, as redes poderiam boicotar marcas ou impedir o acesso de novos produtores.

 

OPINIÃO

De que adianta ter empresas campeãs se os derrotados são os brasileiros?

DIOGO COSTA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Apoiar a fusão Carrefour-Pão de Açúcar pode vir a ser a mais nova missão do BNDES.
Enquanto burocratas e empresários discutem os detalhes de como proceder com a criação do “Carreçúcar”, uma questão relacionada deveria preocupar analistas políticos e econômicos: por que o dinheiro público, coletado dos impostos, deve ser utilizado para financiar fusões de interesse privado?
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, justifica as práticas do banco no modelo desenvolvimentista de planejamento econômico.
Em entrevista de 2009, Coutinho disse que “o Brasil precisa ter campeãs mundiais”. A obsessão por “campeãs mundiais” pode fazer com que se perca a noção de que campeonato estamos disputando. De fato, o “Carreçúcar” pode se tornar uma empresa campeã.
Mas, quando pensamos no que é mais desejável para a sociedade, o título de campeão vale menos que a campanha. Em um regime de livre concorrência, ensina a velha teoria econômica, venceria a empresa que melhor atendesse as demandas dos consumidores.
Mas, no modelo brasileiro de capitalismo, a vitória de uma empresa não necessariamente corresponde a sua capacidade de satisfazer a sociedade. A justificativa é que o BNDES investe nos setores em que o país demonstra competitividade. Mas a competitividade de um país não se planeja -se descobre.
Há alguns anos, não se imaginava que a Índia se tornaria a grande exportadora de especialistas na tecnologia da informação. Também não se sabia que as Filipinas viriam a dominar o mercado mundial de circuitos integrados. Nem que o Chile se tornaria um grande exportador de salmão.
Só podemos saber de fato em que setores o Brasil é mais competitivo quando todos forem tratados igualmente e sem privilégios.
Há ainda um problema de incentivos. Diferentemente de um investidor privado, o BNDES não irá à falência se suas decisões se mostrem equivocadas. Quando uma empresa subsidiada pelo BNDES quebra, quem fica com a conta são os consumidores. É o socialismo invertido: o lucro é privatizado e os prejuízos são socializados.
A visão econômica por trás da fusão entre Carrefour e Pão de Açúcar não é nova. É apenas uma nova manifestação da velha ideologia desenvolvimentista. E a história do século 20 atesta o seu fracasso. De que adianta o Brasil ter empresas campeãs, quando os derrotados são os próprios brasileiros?
 


DIOGO COSTA é professor de economia e relações internacionais do Ibmec.

 

NOVO PÃO DE AÇÚCAR
PERGUNTAS E RESPOSTAS

1 O negócio passará por órgãos de concorrência?
Está sujeito à avaliação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) no Brasil. Na França, o Casino passará a ter uma participação indireta no Carrefour, o que pode chamar a atenção das autoridades locais.

2 O governo brasileiro aprova a fusão?
Sim, pois o BNDES aceitou virar sócio do negócio, levando quase R$ 4 bilhões para viabilizar a nova empresa.

3 Se o Casino vetar a operação, o negócio termina?
Sim. O Casino, que divide o comando da rede, tem poder de veto para assuntos estratégicos no Pão de Açúcar.

4 Como ficam as participações de Abilio Diniz e Casino na nova empresa?
Diniz teria 17%. Casino, 29%.

5 Lojas podem fechar, resultando em demissões?
Sim. Nas capitais do Sudeste, por exemplo, há sobreposição de 5% a 8%.

6 Os preços dos produtos podem subir?
A diminuição da concorrência reduz a competitividade e estimula preços mais altos.

7 Qual é o tamanho da nova empresa?
Teria 32% do setor supermercadista nacional.

Fonte: Folha de S. Paulo