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Brasil tem a maior taxa empreendedora do G20 e do Bric

A 11ª edição da Pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor) mostra que em 2010 cerca de 21,1 milhões de brasileiros atuavam em empreendimentos com até três anos e seis meses

Regina Xeyla

Brasília – O Brasil alcançou em 2010 a maior taxa de empreendedorismo entre países membros do G20 (grupo que integra as maiores economias do mundo) e do Bric (grupo que reúne os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China). É o que revela a 11ª edição da Pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, a GEM 2010, divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (26), em São Paulo. O estudo mostra que no ano passado o país registrou o melhor resultado dos 11 anos em que participa da pesquisa, com a maior Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA): 17,5% da população adulta (18 a 64 anos). Esse percentual revela que 21,1 milhões de brasileiros exerceram atividade empreendedora no ano passado e refere-se aos empreendimentos com até três anos e meio de atividade.

Entre os 17 países membros do G20 que participaram da pesquisa em 2010, o Brasil é o que possui a maior TEA, ultrapassando a China, com 14,4%, e superando também a Argentina, com 14,2%, a Austrália, com 7,8%, e os Estados Unidos, com 7,6%. Entre as nações que formam o Bric, o Brasil tem a população mais empreendedora, com 17,5% de empreendedores em estágio inicial – a China teve 14,4%, a Rússia, 3,9%, enquanto a Índia não participou da pesquisa nos últimos dois anos. Em 2008, a TEA da Índia havia sido de 11,5%. Em 2009, a TEA do Brasil havia sido de 15,3%, ocupando a segunda posição no grupo dos G20, abaixo da China com taxa de 18,8%.

A pesquisa trabalha com três categorias de países, respeitando seu desenvolvimento econômico, conforme critérios definidos pelo Fórum Econômico Mundial. O primeiro grupo é o dos países cujas economias são baseadas na extração e comercialização de recursos naturais, que são os menos desenvolvidos, como a Bolívia e Uganda. O Brasil faz parte dos países impulsionados pela eficiência – que reúne as economias norteadas para a eficiência e a produção industrial em escala, onde também estão Chile e China. Os demais são países impulsionados pela inovação, os mais ricos, como Estados Unidos e Itália.

Dos 17,5% da população brasileira em empreendimentos iniciais, 5,9% são de empreendimentos nascentes (dado que considera aqueles desde a fase de planejamento e estruturação até três meses de atividade) e a maioria, 11,7%, são de empreendimentos novos (que têm entre três meses e três anos e meio de atividade, considerando como início o pagamento de salários). Em todos os países onde é realizada, a Pesquisa GEM considera a atividade empreendedora formal e informal.

“A participação expressiva dos negócios novos mostra que a grande maioria dos empreendimentos no Brasil está conseguindo superar os primeiros três meses e se manter no mercado, o que é muito positivo” – afirma o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

Estudo independente

A GEM é o maior estudo independente do mundo sobre a atividade empreendedora. O projeto é atualmente coordenado pelo Global Entrepreneurship Research Association (Gera) – organização composta e dirigida pela London Business School, na Inglaterra, pelo Babson College, dos Estados Unidos, e pela Universidad Del Desarrollo, do Chile, e por representantes dos países participantes do estudo.

A pesquisa é realizada no exterior desde 1999. Chegou ao Brasil em 2000 por meio do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP). Em 2001, passou a contar com a participação do Sebrae. A GEM tem entre suas finalidades avaliar, divulgar e influenciar as políticas de incentivo ao empreendedorismo no Brasil e no mundo. Sessenta países participaram do estudo em 2010, número recorde.

O levantamento vem se consolidando como importante referência nacional para as ações relacionadas ao tema empreendedorismo. A iniciativa é coordenada pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade (IBQP) e pelo Sebrae. Tem como parceiros o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial no Paraná (Senai/PR), o Serviço Social da Indústria no Paraná (Sesi/PR) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Para compor a pesquisa no Brasil, nos meses de maio a julho de 2010, foram entrevistadas 2 mil pessoas, de 18 a 64 anos de idade, em 27 cidades de todas as regiões brasileiras, selecionadas por meio de amostra probabilística. No mundo, foram mais de 180 mil pessoas ouvidas em 2010. A pesquisa, que tem nível de confiança de 95%, com margem de erro de 1,5%, conta ainda com opiniões de 36 especialistas brasileiros. Entre os anos de 2000 a 2010, foram entrevistados no País 23,9 mil adultos. A íntegra da Pesquisa GEM 2010 está disponível na página do Sebrae na Internet: www.sebrae.com.br.

Fonte: http://www.agenciasebrae.com.br/noticia/11822282/geral/brasil-tem-a-maior-taxa-empreendedora-do-g20-e-do-bric/