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Estudo aponta elo entre ação do RH e desempenho financeiro

Uma ação do setor de Recursos Humanos com alto desempenho ajuda a impulsionar a performance financeira das empresas, revelam novos dados divulgados pelo The Boston Consulting Group (BCG) e pela Federação Mundial de Associações de Gestão de Pessoas (WFPMA). Os resultados estão detalhados no estudo intitulado: Creating People Advantage 2014/2015: How to Set Up Great HR Functions. Esse é o oitavo relatório de uma série anual do BCG que explora novas e bem-sucedidas tendências em RH.

A equipe responsável pelo relatório comparou o desempenho de 10 anos das ações de empresas públicas listadas pela Revista Fortune como as “100 Melhores Empresas para se Trabalhar” em 2014 com o índice S&P 500. As 100 melhores empresas – ou seja, aquelas com as melhores práticas em gestão de pessoas – superaram o índice em quase 100 pontos percentuais.

O relatório ressalva, no entanto, que este é o caso apenas quando os líderes de RH têm o respaldo para funcionar como um parceiro estratégico para os líderes de negócio da empresa.”Gestores de RH precisam se conectar cada vez mais com parceiros internos e externos das empresas para poder melhorar o desempenho operacional e financeiro da corporação”, diz em nota Jean-Michel Caye, sócio sênior do BCG e coautor do relatório.

Este ano, a o estudo ouviu mais de 3.500 executivos de diferentes indústrias em mais de 100 países. A equipe responsável pelo estudo ainda complementou essas descobertas com a realização de entrevistas pessoais com 64 líderes de negócio e de RH.

Temas a serem desenvolvidos no Brasil

A pesquisa identificou que formação da liderança, gestão de talentos, e cultura e comportamento são as principais preocupações atuais dos gestores de RH no Brasil. O desenvolvimento da liderança – particularmente frente o cenário atual de incertezas – é um dos temas mais urgentes para o empresariado brasileiro.

“O crescimento econômico recente, em um país com escassez de talentos, gerou uma verdadeira guerra por profissionais de talento”, analisa Christian Orglmeister, sócio do BCG Brasil e coautor do estudo. “Isto levou muitas empresas a acelerarem a carreira e promover seus gestores, como forma de retenção. No entanto, agora que os ventos da economia mudaram e os desafios são de custos e eficiência, muitos destes gestores não foram preparados para liderar neste contexto.”

Outro aspecto interessante é a volta do tema de cultura e comportamentos no Brasil. “Com a guerra de talentos recente, muitas empresas sofreram aumento de rotatividade de talentos, algumas com grande mistura de profissionais vindos de outras empresas. Como este foi um movimento muito rápido, estas empresas estão agora tendo que parar e revisitar sua essência e reafirmar seu DNA”, observa Orglmeister.

Muitas empresas estão também trabalhando em materializar sua cultura e valores em comportamentos concretos, reforçados por práticas de gestão de pessoas específicos, indica o estudo.

Líderes de RH precisam se conectar com o Público Interno

O relatório também ressalta a importância de uma ligação clara entre os líderes de RH e os de negócio. Os dados da pesquisa indicam que isso pode estar faltando em algumas organizações. “Entrevistados que não atuam na área de RH descreveram a capacidade de gestão de pessoas da sua empresa como significativamente menor do que os entrevistados que atuam no RH”, disse Jorge Jauregui, presidente da WFPMA.

Entre as 27 áreas de RH abordadas pelo estudo, os entrevistados que não atuam no RH classificaram 40 por cento delas na “zona vermelha”, indicando uma necessidade significativa de ação, incluindo temas críticos, como liderança, gestão de talentos e planejamento estratégico da força de trabalho. Por outro lado, os entrevistados de RH não classificaram quaisquer áreas de RH na zona vermelha.

Além disso, o relatório segmentou as empresas com melhor e pior desempenho entre os entrevistados, e identificou temas comuns entre cada grupo. A descoberta mais notável foi que os departamentos de RH de empresas vencedoras eram mais capazes de identificar prioridades claras, onde eles precisavam melhorar e direcionar melhor seus investimentos e esforços futuros. “Por outro lado, as empresas com pior desempenho adotam uma abordagem mais generalista”, disse Rainer Strack, sócio sênior do BCG e coautor do relatório. “Eles não identificam prioridades claras, e não focam seus investimentos.”

Uso de KPIs e Ferramentas de Análise são cruciais

Dada a crescente disponibilidade de ferramentas de análises e outras técnicas utilizadas para a gestão, os resultados também indicam uma forte relação entre o uso de métricas, ferramentas de análise de RH e um papel mais estratégico para a área de RH como um todo. A mensagem para os líderes de RH é clara: aqueles que querem um “lugar à mesa” durante as discussões estratégicas da empresa devem ser capazes de avaliar – e comunicar – o desempenho da força de trabalho. Isto implica ir além das métricas rudimentares, que focam apenas em custo de pessoal e número de funcionários, e ir em direção a indicadores de resultados mais sofisticados que possam medir a produtividade efetiva dos funcionários.

Sobre

Creating People Advantage 2014/2015: How to Set Up Great HR Functions faz parte da série Creating People Advantage que o BCG publica anualmente desde 2007, em parceria com a WFPMA. (Em anos alternados, o estudo foca exclusivamente na Europa, em conjunto com a Associação Europeia para a Gestão de Pessoas).

Um cópia do estudo está disponível em www.bcgperspectives.com ou em www.wfpma.org.

WFPMA

A Federação Mundial de Associações de Gestão de Pessoas (WFPMA) é uma rede global de profissionais em gestão de pessoas. Foi fundada em 1976 para auxiliar o desenvolvimento e melhorar a eficácia da gestão de pessoas em todo o mundo. Os seus membros são predominantemente federações continentais, formadas por mais de 90 associações de recursos humanos nacionais que representam cerca de 600.000 profissionais de gestão de pessoas.

Fonte: http://www2.uol.com.br/canalexecutivo/notas141/0512201415.htm