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Família e negócios: uma receita de crescimento

Alessandro Spiller

Há um otimismo no Brasil quando o assunto é rentabilidade. Um estudo da consultoria McKinsey indica que as empresas familiares podem ser 3% mais rentáveis do que a média do mercado. Considerando que mais de 85% das empresas brasileiras são de origem familiar, segundo o Sebrae, temos um cenário próspero, mas que, ao mesmo tempo, exige dos gestores uma série de processos práticos que assegurem uma condução sustentável do negócio. E uma das ferramentas mais importantes é a comunicação.

A comunicação aberta e honesta é capaz de solucionar típicos conflitos de relacionamento, como distribuição de tarefas, sucessão e ganhos. Dessa forma, leva-se em conta o interesse geral, coletivo, sem atitudes egoístas e equivocadas. A conversa deve ser uma obrigação para todos, porque desfaz desentendimentos e produz conhecimento, com consequente responsabilidade aos gestores e colaboradores. Família e negócios devem andar juntos, porque, do contrário, tende-se a achar que os familiares só consideram o retorno monetário da empresa. Além disso, envolver os membros no projeto empresarial ajuda a valorizar as relações, que surtirá efeito, também, no lar, uma vez que pais, filhos, irmãos, primos etc. passam a desenvolver estima, respeito e consideração pelo papel que o outro cumpre no contexto de trabalho.

A esse ponto, descobre-se a importância da governança corporativa e do planejamento estratégico familiar. Cada família-empresa precisa construir ou identificar o modelo mais apropriado à sua realidade de mercado para garantir a perenidade do negócio, a preservação do patrimônio e a harmonia das relações familiares. Sobretudo, também, para trabalhar o impasse da sucessão. No Brasil, nomes como Abilio Diniz, Antônio Ermírio de Moraes, Emílio Odebrecht, Constantino Júnior e Jorge Gerdau demonstram que conduzir o negócio pela carga genética é possível e traz resultados.

O que se espera dessa receita entre família e negócios é um ambiente de coesão familiar, apoio mútuo, incentivo ao diálogo e respeito para perenizar o negócio sustentado nos valores e mitos familiares.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=180267