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Imposto chega a 72% do preço dos eletroeletrônicos

A excessiva carga tributária brasileira boicota até mesmo a diversão dos contribuintes. As alíquotas salgadas que incidem sobre os preços de eletroeletrônicos chega a 72,18%, o que acaba inviabilizando a compra de produtos originais e incitando a pirataria.

É o caso do Playstation e de seus jogos eletrônicos. A terceira versão do videogame, que custa em média R$ 1.000, não fossem os impostos seria vendido por R$ 278,20. Os cartuchos, em vez de R$ 119 custariam R$ 33,11.

Um aparelho de DVD também sofre com altos impostos. Dos R$ 132,05 pagos, em média, 50,39% vão diretamente aos cofres públicos. Não fossem os tributos, ele sairia por R$ 65,51. Com os filmes, acontece a mesma coisa. Poucas pessoas hoje em dia pagam R$ 29 em um DVD para assistir em casa. A maioria delas recorre aos discos piratas, que por sonegar os impostos, conseguem se tornar acessíveis. Sem carga tributária de 44,20%, o produto original sairia por R$ 16,18.

“Não há o que fazer. Tributação muito alta em produtos portáteis leva à pirataria”, comenta o economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo.

O presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Elói Olenike, concorda. “Essa tributação é absurda. Além disso, esses itens têm, somado ao seu preço, os royalties do Exterior, o que os deixam mais caros ainda.”

Produtos eletrônicos são considerados supérfluos, por isso acabam penalizando o consumidor com suas taxas. O maior problema é que o governo entende que os eletrodomésticos também não são de primeira necessidade, e aplica impostos tão abusivos quanto.

Uma geladeira, essencial em uma residência, possui carga tributária de 46,98%. Um modelo que custe R$ 1.399, sem os impostos, seria vendida por R$ 741,75, quase metade do preço.

Um forno micro-ondas também. De R$ 248, poderia ser comercializado por R$ 100,76 descontando a carga de 59,37%.

“Quando o governo decidiu a tributação que incidiria sobre esses itens, eles eram considerados desnecessários para a população, objeto de luxo. Quando foram lançados, até poderia ser supérfluo, mas o governo se esqueceu de baixar a carga tributária, sendo que hoje eles são produtos necessários”, diz Olenike.

Na avaliação de Solimeo, é um absurdo os eletrodomésticos serem considerados supérfluos. “Na verdade, o governo quer arrecadar. Como sabe que esses produtos serão vendidos de qualquer jeito, devido à necessidade deles, não se preocupa em alterar a tributação.”

MUDANÇA – Os impostos que mais pesam na carga tributária são o IPI e o ICMS. Entretanto, nesta semana o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, decidiu baixar a alíquota do ICMS – que está sob seu poder – para a linha branca, de 18% para 7%, até 2012. Com certeza haverá um refresco nos preços, porém, ainda está longe o dia em que esses itens se tornarão mais acessíveis.

Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5876762/imposto-chega-a-72-do-preco-dos-eletroeletronicos.aspx