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Investidores procuram empresários “flexíveis”

Empreendedor precisa fazer concessões a novos parceiros com “desapego”

Mudar plano de negócios, estudar viabilidade e até trocar nome da empresa fazem parte da acomodação

Com a efervescência dos fundos de capital de risco no país, os criadores de companhias iniciantes precisam aprender rapidamente a lidar com os parceiros, especialmente na estruturação de um plano de negócios.
“Ser apaixonado por uma ideia é bom, mas é necessário pesquisa para identificar a viabilidade do negócio de forma que o investidor fique convencido”, diz Carlos Guil-laume, diretor da Confrapar.
Aprender rapidamente como vender sua ideia foi a tarefa imposta aos sócios Flávio Pripas, 33, e Renato Steinberg, 32, criadores da byMK, primeira rede social dedicada à moda, que recebeu uma proposta de investimento em abril, antes das apresentações formais aos fundos.
“Rapidamente precisamos nos inteirar de detalhes como o valor da empresa e o que estávamos pensando para o negócio”, diz Pripas.
As conversas não vingaram e, então, Pripas e Steinberg, ambos com carreiras em bancos de investimento, decidiram montar uma rodada de apresentações nos EUA. Foram mais de 20 reuniões, e as negociações continuam, no Brasil e nos EUA.
CONCESSÕES
Empresários que buscam parcerias com fundos de investimento devem estar dispostos a concessões.
Marco Vanossi, 23, criador da “startup” Pe2, desenvolveu em 2007 um aparelho e um software para incentivar o comércio eletrônico móvel, mas, meses depois de pedir a patente, a Apple lançou o iPhone. Depois, veio a App Store, loja de aplicativos.
“Percebi que não fazia sentido ter um aparelho só para fazer compras on-line. Poderíamos usar a câmera do iPhone e os aplicativos.”
A empresa voltou-se à criação do aplicativo, que alia o uso da câmera do iPhone para capturar a imagem de produtos e fazer a pesquisa em tempo real sobre ele.
Três anos depois -e dez fundos visitados-, Vanossi encontrou o apoio do fundo FKO e obteve o aporte na semana passada. O valor não foi divulgado. Durante a negociação, a empresa mudou de nome, de Pe2 passou a ser MídiaTech.
O desapego pode não ser fácil, mas quem passou pela experiência aprova as dicas.
“Os fundos já viram muitas empresas nascerem e morrerem e sabem o que pode dar certo”, diz Marco Gomes, cofundador da Boo-Box, empresa de publicidade em mídias sociais que recebeu US$ 300 mil em 2007 do Monashees Capital.
(CF)

 memória

Nos EUA, Twitter e Facebook tiveram aporte no início
DE SÃO PAULO
A popularização dos fundos de “venture capital” aconteceu a partir da década de 70 nos Estados Unidos, com as iniciativas de empresas como Sequoia Capital e Kleiner, Perkins, Caufield & Byers, hoje investidores de grande porte.
A vocação natural dos fundos de capital de risco é investir em empresas nascentes, principalmente em tecnologia e inovação, para fomentar o desenvolvimento de produtos, serviços e modelos de negócios.
O ápice dos investimentos “de risco” ocorreu no fim dos anos 90, na época da bolha da web e das centenas de “startups” digitais.
A cultura do “venture capital” espalhou-se pela Europa e depois pela América do Sul, incluindo o Brasil.
Depois do estouro da bolha da internet, o ritmo dos investimentos em empresas digitais foi reduzido, mas continua a dar espaço a companhias inovadoras.
Entre os que cresceram com recursos de “venture capital”, estão o Twitter, que recebeu mais de US$ 50 milhões, e o Facebook, com recursos não divulgados.

 

 
 
 

 

 
Fonte: Folha de S.Paulo