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Novos líderes precisam ter visão global de negócios

Ensino Executivo: Para representantes de escolas, internacionalização das empresas requer gestores com mobilidade e facilidade para se adaptar a outras culturas.

Rafael Sigollo
 

As corporações se tornaram mais internacionais e, para acompanhar esse movimento, o executivo precisa ter hoje uma visão global para desenvolver todo o seu potencial e galgar postos mais altos na carreira. Isso significa aceitar a probabilidade de trabalhar e morar em outros países e ter facilidade para se adaptar a diversas culturas. Além disso, é necessário saber comandar equipes compostas por pessoas com formações e idiomas distintos, e entender as diferentes maneiras de se fazer negócio.

Nesse cenário, que fortalece parcerias estratégicas entre universidades de todo o mundo, a Global Alliance in Management Education (Cems) tem ganhado cada vez mais notoriedade no Brasil. Com 27 escolas de quatro continentes, a entidade oferece o curso Master in International Management (MIM) e reuniu, recentemente, alguns representantes em São Paulo para apresentar seu programa a estudantes, debater o novo perfil dos gestores e qual é o papel das escolas de negócios nesse processo.

A Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Eaesp-FGV) faz parte da aliança integralmente desde 2009 e o número de alunos brasileiros passou de seis, no primeiro ano, para 12, em 2010.

De acordo com François Collin, diretor-executivo da Cems, os alunos brasileiros que fazem parte do programa são uma espécie de modelo dos futuros gestores, pois desde cedo são interessados no que está acontecendo no mundo e não apenas “dentro de casa”. “Eles são entusiasmados, brilhantes e não têm problemas com mobilidade. São exatamente do que as organizações precisam”, ressalta.

Maria Tereza Fleury, diretora da Eaesp-FGV, concorda que esse ‘global mindset’ é típico da nova geração e começou a surgir no Brasil a partir da abertura do mercado nos anos 1990. “Antes, as companhias se concentravam unicamente no mercado doméstico. O fenômeno da internacionalização é recente e tanto as escolas quanto o mundo corporativo precisam aprender a lidar com ele”, afirma. Não por acaso, a Cems tem parcerias com empresas em diversos países – Santander e Itaú Unibanco são os apoiadores do programa no Brasil.

Como as companhias brasileiras estão se tornando relevantes para o resto do mundo e cada vez mais multinacionais entram no país, adotar um modelo de ensino executivo que ultrapasse fronteiras é o caminho natural, apesar de bastante difícil. “Não se trata de internacionalizar apenas a maneira como as coisas são ensinadas, mas também o corpo docente e o corpo discente”, afirma João Amaro de Matos, vice-reitor para assuntos internacionais da Nova School of Business & Economics, de Portugal. Para ele, a América Latina já começou a caminhar nesse sentido, ainda que pontualmente, em países como Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru.

Mas esse não é um problema apenas das escolas de negócios sul-americanas. american viagra for women. Gunnar Christensen, reitor para assuntos internacionais da NHH, escola de negócios da Noruega, ressalta que as instituições de ensino americanas, por exemplo, têm quase sempre uma visão local e limitada da realidade. “Assim como a economia, os desafios agora são globais e os programas de MBA também devem ser. O profissional moderno precisa estar atento a essas mudanças”, diz.

O vice-reitor da escola de negócios da Universidade Nacional de Cingapura (NUS), Hum Sin Hoon, afirma que o ambiente de negócios se tornou complexo com a falta de barreiras geográficas. “As empresas buscam seus talentos no mundo todo e qualquer país pode ser um potencial cliente, produtor, fornecedor ou parceiro”, diz.

De acordo com Thomas Bieger, ‘chairman’ da Cems e reitor da Universidade St. Gallen, da Alemanha, investir na diversidade de alunos e parceiros traz outro benefício além de tornar os programas mais internacionais e alinhados com o novo cenário econômico: formar líderes responsáveis e guiados por valores éticos. A proximidade com ONGs e a maior preocupação nos currículos com temas como sustentabilidade são prova disso. “Queremos atrair mais gente que não está interessada apenas no mercado financeiro e no lucro, mas também em como pode contribuir com a sociedade”, afirma.

Para Fulvio Ortu, reitor para assuntos internacionais da universidade italiana Luigi Bocconi, esse é um dos maiores desafios atualmente das escolas de negócios. “As instituições de ensino têm o papel importante de ensinar os gestores a conduzir seus negócios dentro de um âmbito moral e justo. Deve-se levar em conta tanto os interesses dos acionistas e investidores como os da comunidade”, ressalta.

Fonte: Valor Econômico