Na sua opnião contabilidade é gasto ou investimento?
Ver Resultado

3 de novembro de 2015
Quanto vale a sua empresa?
3 de novembro de 2015
A armadilha do fundador
3 de novembro de 2015
Empreender exige planejamento
24 de março de 2015
Pare, olhe, escute

Pequenas com potencial terão mais incentivo

Sebrae e Endeavor iniciam, a partir de janeiro, projeto-piloto que pretende acelerar crescimento de mil empresas de menor porte, e Santander deve divulgar nova linha de crédito para segmento

Fernanda Bompan

São Paulo – Organizações e instituições financeiras começaram a se mobilizar para alavancar o crescimento das micro e pequenas empresas brasileiras a partir do ano que vem, período em que o avanço econômico deverá ser o foco do governo.

Ontem, na abertura da semana global de empreendedorismo, o Sebrae e a organização não governamental Endeavor lançaram projeto-piloto que pretende identificar mil empresas, ao longo de 2015, com forte potencial de crescimento e oferecer suporte para melhorar sua gestão. Esse projeto focará, no primeiro momento, companhias localizadas em Santa Catarina e Paraná.

“Nós iremos identificar empresas que já possuem um alto grau de maturidade, mas que não seriam atendidas pelo Endeavor ou pelo Sebrae, e vamos acelerar seu crescimento. Isto é, um negócio que já passou por vários processos, está a ponto de dar um passo além, mas ainda precisa de ajuda. Nós vamos oferecer uma mentoria e apontar quais canais de crédito poderá acessar”, explicou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto ao DCI.

“A Endeavor irá diagnosticar e oferecer a mentoria durante seis meses. Não será um apoio ‘até que a morte nos separe’, mas será uma promessa de acelerar a empresa. Primeiro será em Santa Catarina e Paraná, porque lá vimos que há uma estrutura para começar, em breve, o programa irá alcançar o Brasil inteiro”, comentou o diretor-geral da organização, Juliano Seabra.

Barreiras

De acordo com especialistas, problemas como a falta de conhecimento de técnicas de prospecção de tendências e oportunidades de mercado, além de dificuldades de acesso a crédito e capital de risco, são algumas das maiores barreiras para o desenvolvimento das pequenas empresas.

Com relação ao acesso ao crédito, também ontem o presidente do Santander Brasil, Jésus Zabalza, antecipou que, no próximo ano, o banco irá lançar linha destinada aos negócios de menor porte, a qual não será apenas de serviços, mas poderá também ter orientações. “Sabemos a importância dessas empresas para a economia brasileira e queremos assumir cada vez mais o papel de protagonistas no segmento”, disse o executivo.

Segundo o presidente do Santander no Brasil, em 2014, foram desembolsados mais de R$ 10 bilhões para capital de giro e desconto de cheques e duplicatas para esses empreendimentos no País.

Por outro lado, os empreendedores Romero Rodrigues, CEO do site Buscapé, Arthur Rufino, diretor de marketing e desenvolvimento da JR Diesel, e José Aliperti, CEO da Kidu, comentaram, durante o evento, que, além de partir do próprio empresário buscar as melhores práticas de gestão e orientações para o crescimento de sua empresa, o governo também precisar melhorar o ambiente regulatório do País.

Mudanças

O presidente do Sebrae afirmou que o principal foco do ano que vem, após a universalização do Simples Nacional, será aprovar mudanças que eliminem a “morte súbita” das empresas, quando saem do regime simplificado de tributação para o lucro presumido. Em média, a carga tributária chega a subir 40%, quando a empresa é obrigada – por ter ultrapassado o limite de R$ 3,6 milhões do faturamento anual – a optar pelo lucro presumido ou pelo lucro real.

“Até o final de novembro vamos apresentar quais poderão ser as mudanças nesse sentido. A Fundação Getulio Vargas, a Fundação Dom Cabral e a Fipe já entregaram a primeira versão de estudo sobre esse regime de transição, além de melhorar as tabelas”, afirmou.

Segundo Barretto, o Sebrae irá apresentar esse levantamento para a presidente Dilma Rousseff, de modo que as novas regras sejam aprovadas em 2015. “A partir daí, as alterações seriam implementadas entre 2016 e 2017, porque isso tem que ser feito com muita responsabilidade fiscal”, complementou ao DCI.

Fonte: DCI – SP