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Startups que se planejam vivem por mais tempo

Segundo pesquisa, 25% dessas empresas “morrem” antes do primeiro ano

Ricardo Chicarelli
Everton Hirata e Henrique Tsubamoto são sócios em uma startup que está em fase de conquistar escala de mercado
Uma ideia promissora pode terminar na gaveta, se não administrada da forma correta. Este é o alerta para quem deseja iniciar uma startup, um tipo de empresa embrionária com perfil altamente inovador. Segundo estudo realizado pela Fundação Dom Cabral, cerca de 25% das startups brasileiras não sobrevivem ao 1º ano de vida, e outros 50% destas empresas “morrem” antes dos quatro.

Na opinião de Rodrigo de Alvarenga, diretor do capítulo de Curitiba da Startup Grind, comunidade de startups apoiada pelo Google, um dos motivos que levam estas empresas a terem baixa sobrevida é a alta curva de aprendizado dos empreendedores para startups, cujo conceito ainda é muito novo no Brasil. “Aqui no Brasil esta situação é ainda mais difícil: o empreendedor, de um lado, está aprendendo, e do outro, o mercado de capital de risco é pouco desenvolvido.” Segundo Alvarenga, o número de investidores neste mercado é muito pequeno. “Como não tem capital para todos, o investimento vai sendo aplicado de forma errática.”

Além disso, a estrutura de apoio a este tipo de empresa ainda é pouco desenvolvida no País, completa o diretor. “Nós temos poucas aceleradoras no Brasil. As incubadoras que existem têm um formato de trabalho muito envelhecido.”

Segundo fundadores de startups entrevistados, a principal dificuldade enfrentada no processo de desenvolvimento de uma empresa deste gênero está relacionada ao investimento. Everton Hirata, que junto com seu sócio Henrique Tsubamoto fundou uma startup provedora de serviço de criação de sites, enfrenta esta situação.

O Entreinaweb representa um meio-termo entre os serviços de criação de sites personalizados – em que agências fazem todo o trabalho -, e os serviços do tipo “faça você mesmo”. Os sócios ficam com a parte técnica e o cliente com a customização da interface. “O que você vê no mercado está bem polarizado. Tem as agências que criam sites personalizados com preços exorbitantes ou startups do tipo ‘crie você mesmo’”, explica Hirata. O Entreinaweb cobra por um plano anual, e já tem cerca de 50 clientes pagantes. A plataforma também disponibiliza uma versão gratuita para testes.

No momento, a startup está em fase de conquistar escala no negócio. “Tecnicamente, a cada 10 minutos conseguimos colocar um site no ar. Mas temos o principal problema das startups, que é o acesso ao crédito.” Neste ponto do processo, na visão dos sócios, a startup poderia seguir dois caminhos: buscar crédito ou criar, com esforços próprios, mecanismos para levar o serviço a mais pessoas, gerando assim, capital. “Então optamos pela maneira orgânica (levar o serviço a mais pessoas, ganhando mais clientes). Não há crédito para a pessoa física com uma boa ideia. Abrir uma empresa neste momento implicaria em taxas, impostos e encargos, e isto inviabilizaria a empresa neste momento.”

Fonte: http://www.folhaweb.com.br/?id_folha=2-1–77-20141201&tit=startups+que+se+planejam+vivem+por+mais+tempo