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Terceirização de serviços pode ajudar negócio, mas é preciso cuidado

Custo, qualidade do serviço contratado e prazos de execução são alguns dos pontos a serem avaliados

POR MARCELLO CORRÊA
Funcionária da Maria Brasileira, firma especializada em limpeza e serviços gerais, trabalha em cliente: aposta em pacotes menores para pequenas e médias empresas

RIO – Há três anos, a franquia de cursos de moda Sigbol excluiu uma preocupação de sua lista de tarefas: se preocupar com a folha de pagamentos da equipe de limpeza. A empresa escolheu terceirizar o serviço, após anos de problemas no gerenciamento da equipe. A opção pode render aos pequenos negócios economia de dinheiro e tempo, mas deve ser analisada com cuidado, para não comprometer uma atividade importante do negócio.

Aluizio Freitas, diretor da Sigbol, acredita que a principal vantagem com a contratação do serviço terceirizado tenha sido o melhor gerenciamento da equipe. O executivo conta que os custos até aumentaram cerca de 5% em relação à época em que tinha empregados. No entanto, diz que vale a pena.

— Nem considero um aumento de custo em função da qualidade. Acaba tendo um custo maior, mas ele é absorvido. Se o cliente fica com uma impressão ruim, como um banheiro mal limpo, ele sai daqui com essa ideia — diz Freitas.

Tomar uma decisão como a da Sigbol, no entanto, envolve pesar outros fatores, alertam especialistas. Maurício Galhardo, sócio diretor da consultoria Praxis Business, diz que a empresa deve considerar três pontos antes de terceirizar: custo, qualidade do serviço contratado e os prazos de execução. Segundo ele, às vezes vale a pena terceirizar se houver vantagem em apensa um desses pontos.

— Tudo é uma questão de foco. De acordo com a importância do serviço a ser contratado, poderá se dar prioridade a qualidade, prazo ou custo, ou o que se desejar obter — afirma Galhardo.

ESPECIALISTA ALERTA PARA O ‘BARATO QUE SAI CARO’

Antes de terceirizar serviços, também é preciso estar atento à legislação. No Brasil, é proibido terceirizar a atividade-fim do negócio. Ou seja, um curso, como a Sigbol, não poderia ter professores terceirizados. Mas pode contratar de fora serviços como limpeza, vigilância ou informática, por exemplo.

Para Márcio Iazelberg, sócio da consultoria Blue Numbers, a terceirização é uma boa opção para empresas em fase de crescimento, já que é possível contratar serviços sem se comprometer com muitos funcionários.

— A terceirização faz muito sentido quando a empresa está em transição e não sabe bem que dimensão terá — afirma Iazelberg.

Tales Andreassi, coordenador do centro de empreendedorismo e novos negócios da Fundação Getulio Vargas (FGV), lembra ainda que é preciso checar a idoneidade da empresa, para não ter problemas.

— Às vezes, você terceiriza atividades escolhendo a empresa que oferece o menor preço. Isso pode ser perigoso. Se a empresa não pagar impostos e funcionários, você tem que pagar. Antes de contratar, tem que ver a idoneidade da empresa — destaca. — Para uma pequena empresa que trabalha sempre no limite, essa é realmente uma opção muito importante. Mas não adianta pegar e querer terceirizar logo, sem pensar. Senão pode cair na história de um barato que sai caro.

Para quem oferece serviços, a procura das pequenas empresas pela terceirização é oportunidade de negócio. Caso da Maria Brasileira, especializada em limpeza e serviços gerais, que diz focar em pequenos negócios para crescer. A aposta da rede de franquias é em pacotes personalizados, uma forma de atrair empreendedores que têm pouco para gastar. A empresa deve fechar o ano com faturamento de R$ 15 milhões.

— O franqueado da Maria Brasileira recebe uma orientação para focar nas pequenas e médias empresas. Elas são negligenciadas pelas empresas do setor de terceirização, concentrado em shoppings e grandes empresas. Isso acaba abrindo um mercado grande para nosso franqueado — diz Eduardo Pirré, sócio fundador da Maria Brasileira, que vende pacotes menores, com até oito atendimentos por mês, por R$ 1,6 mil.

Segundo o empresário, cerca de 30% de todos os clientes da rede são pequenas empresas. Algumas unidades chegam a ter 70% da carteira focada em negócios de menor porte. Para Pirré, é um mercado que tende a crescer.

— Essa prestação de serviços no Brasil é muito nova. Ainda existe a questão cultural, de estabelecer uma cultura do atendimento — afirma.

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